A decisão de Lahesio Bonfim de retirar sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão e disputar uma vaga ao Senado provocou um verdadeiro terremoto no cenário político estadual. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) e reconfigura a corrida pelo Palácio dos Leões.
Sem Lahesio na disputa, milhões de votos conservadores e de oposição ficam sem um candidato natural ao governo. A tendência é que parte expressiva desse eleitorado migre para Eduardo Braide, hoje apontado como um dos principais nomes da oposição estadual.
Por outro lado, Felipe Camarão surge como o principal representante do campo governista e da base ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a saída de Lahesio, a disputa tende a ficar mais concentrada entre dois polos políticos bem definidos.
Nesse novo cenário, Orleans Brandão passa a enfrentar o maior desafio de sua pré-campanha. Sem Lahesio dividindo o eleitorado oposicionista e com a tendência de voto útil se fortalecendo, Orleans corre o risco de perder espaço e ficar fora da disputa pelas duas primeiras posições. A permanência de seu projeto dependerá da capacidade de consolidar uma base própria e impedir a migração de eleitores para os dois polos que podem se formar.
A única certeza neste momento é que a desistência de Lahesio encerra o cenário de quatro forças competitivas e abre caminho para uma eleição muito mais polarizada. O Maranhão pode caminhar para uma disputa direta entre Braide e Camarão, transformando Orleans no principal prejudicado pela reviravolta política anunciada nesta quinta-feira.

