O clima esquentou nos bastidores da corrida eleitoral no Maranhão. O Instituto Veritá publicou um comunicado oficial denunciando o uso indevido de sua marca e afirmou que não realizou, não divulgou e não autorizou qualquer pesquisa eleitoral para os cargos de governador e senador no estado.
A manifestação repercute diretamente no cenário político após a circulação de uma pesquisa registrada sob o nº MA-02581/2026, atribuída à empresa Veritas Planejamento, que apontou Orleans Brandão na liderança da disputa pelo Governo do Maranhão.
Segundo o comunicado, o Instituto Veritá afirma que a pesquisa é de responsabilidade exclusiva da empresa responsável pelo levantamento e que não possui qualquer vínculo com o instituto. A entidade também declarou que já havia notificado formalmente a empresa por uma prática semelhante.
“A pesquisa registrada sob o nº MA-02581/2026 é de responsabilidade exclusiva da Veritas Planejamento, empresa sem qualquer vínculo com o Instituto Veritá.”
O instituto também criticou veículos de comunicação que, segundo sua manifestação, teriam associado a pesquisa à sua marca, mesmo identificando a empresa responsável pelo levantamento. Para o Veritá, essa associação pode ampliar os prejuízos à imagem da instituição.
Disputa política ganha novo capítulo
A polêmica acontece justamente em um momento de forte movimentação na sucessão estadual. A divulgação de pesquisas eleitorais tem sido utilizada por diferentes grupos políticos para medir força e apresentar seus pré-candidatos como favoritos na corrida pelo Palácio dos Leões.
Agora, o comunicado do Instituto Veritá abre uma nova frente de discussão: quem realizou a pesquisa, quais foram os critérios utilizados e por que o levantamento acabou sendo associado ao nome de um instituto que nega qualquer participação?
O Veritá afirma ainda que seu departamento jurídico adotará medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os envolvidos e buscar a reparação dos danos que considera ter sofrido.
Enquanto isso, a pesquisa que colocou Orleans Brandão na frente segue no centro da controvérsia política. A disputa eleitoral no Maranhão, que já era quente, ganhou mais um ingrediente: a guerra das pesquisas.
E agora? A expectativa é que a empresa responsável pelo levantamento se manifeste sobre o comunicado do Instituto Veritá e esclareça publicamente a origem da pesquisa e sua metodologia.
