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Márcio Jerry relaciona afastamento do diretor-geral da PF às investigações do Banco Master e aponta tentativa de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro
O afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), repercutiu nesta terça-feira (8) no Congresso. Vice-líder do Governo na Câmara, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) afirmou que a medida, que também atingiu o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, ultrapassa uma controvérsia interna e pode ter consequências sobre a disputa presidencial. “Mendonça resolve agir como sendo terrivelmente bolsonarista. É um absurdo esse afastamento. Ele não ajuda o país; ao contrário, pelas mãos de um ministro da Suprema Corte, tenta gerar uma instabilidade institucional para favorecer uma candidatura presidencial, que é a candidatura do protegido do ministro André Mendonça, que é o seu amigo Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Jerry também associou a decisão às investigações sobre o Banco Master conduzidas pela Polícia Federal durante a gestão de Andrei Rodrigues. “Daniel Vorcaro certamente está festejando no cárcere o afastamento de Andrei Rodrigues, que contribuiu para as investigações do megaescândalo do Banco Master”, declarou. Segundo o congressista, a medida exige atenção pelos efeitos que pode produzir sobre o funcionamento das instituições. “Nós precisamos olhar esse fato com a atenção devida, porque são fatos muito graves, que atentam contra a democracia e tentam fazer com que haja uma interferência indevida no processo eleitoral. Que se respeite a Polícia Federal, que se respeite o devido processo legal em tudo”, disse.
O vice-líder do Governo defendeu que eventuais divergências no Supremo sejam tratadas pelos mecanismos previstos pela própria Corte, sem atingir a direção da Polícia Federal. “Que eventuais problemas do Supremo entre ministros se resolvam pelas normas e pelo que prevê o próprio Supremo Tribunal Federal, e não tomando atitudes como esta de absurdamente afastar o delegado-geral da Polícia Federal, sem que para isso tenha motivos reais que justifiquem medida tão dura, tão extrema”, afirmou. Jerry concluiu reforçando a dimensão institucional de sua reação: “Nossa defesa sempre da democracia, a nossa defesa sempre do funcionamento normal e constitucional de nossas instituições.”
