O estado do Maranhão, um dos maiores da Região Nordeste, conta com cerca de 5,1 milhões de eleitores e eleitoras cadastrados no sistema eleitoral.
Mais uma vez, o povo maranhense está preparado para ir às urnas. Mas qual é o perfil político do Maranhão? O que o maranhense espera para o futuro do estado?
Um estado historicamente — e, infelizmente, marcado pelo domínio de oligarquias políticas — viu importantes avanços no processo democrático em diferentes momentos de sua história. Agora, a democracia e a participação popular continuam sendo desafios fundamentais para o futuro do Maranhão.
A inclinação do eleitorado maranhense apresenta forte preferência pela esquerda no âmbito do Executivo nacional. Na eleição presidencial de 2022, o Maranhão concedeu 71% dos votos válidos a Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
Entretanto, é necessário observar também o cenário estadual, especialmente a disputa pelo Executivo e a corrida legislativa. A preferência do eleitorado em âmbito nacional não necessariamente se repete nas eleições estaduais e municipais.
Segundo a pesquisa “Panorama Político”, realizada pelo Senado Federal, 52% dos eleitores maranhenses não se identificam nem com a direita nem com a esquerda. Outros 23% se identificam com a direita, 13% com a esquerda e 7% com o centro.
Esse grupo de 52% representa uma parcela significativa do eleitorado e pode ter papel decisivo nas eleições. São eleitores que podem definir uma disputa e que, portanto, precisam ser alcançados por propostas concretas, capazes de responder aos problemas reais da população — e não apenas por discursos ou interesses eleitorais.
Se o povo maranhense deseja transformar a realidade do estado, os mais de cinco milhões de eleitores e eleitoras precisam participar ativamente da vida política, conhecer as propostas dos candidatos e exercer seu direito de escolha de forma consciente.
Todos os maranhenses merecem saúde, educação, segurança pública, lazer, trabalho, dignidade e oportunidades, direitos assegurados pela Constituição Federal.
A democracia não se resume ao ato de votar. Ela também depende da participação popular, da fiscalização dos governantes e da defesa permanente do Estado Democrático de Direito.
O futuro do Maranhão também está nas mãos de seu povo.
Da Redação Tribuna- Artur Luís.
