Posicionamento do médico e vice-prefeito e de sua esposa faz contraponto às principais lideranças do governo municipal e pode antecipar os embates políticos de 2028.
O médico e vice-prefeito de Chapadinha, Dr. Levi Pontes, declarou publicamente seu voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A posição é acompanhada por sua esposa, a vereadora Isalena Aguiar, e reforça um alinhamento político que promete repercutir no cenário local.
Em sua manifestação, Levi afirma que sua escolha não se baseia em paixão partidária, mas em princípios, justiça social e compromisso com a população mais pobre. O médico destaca os resultados que atribui ao governo Lula, como a redução do desemprego, o crescimento da renda, a valorização do salário mínimo, o Bolsa Família, o programa Pé-de-Meia, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e as ações de combate à fome.
Ao justificar sua posição, o vice-prefeito também faz críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente em relação à defesa da ditadura militar, aos elogios ao torturador Brilhante Ustra e à condução da pandemia de Covid-19. Levi ainda ressalta sua preocupação com a democracia, os direitos dos trabalhadores, dos aposentados e a preservação do patrimônio público.
“Respeito quem pensa diferente, mas não abro mão das minhas convicções”, afirma a mensagem, que termina com uma declaração direta de voto: “Por isso, no dia 25 de outubro, meu voto é em LULA! Meu voto é 13!”
Contraponto político em Chapadinha
A manifestação de Dr. Levi Pontes e o alinhamento da vereadora Isalena Aguiar com Lula ganham dimensão política para além da disputa presidencial. O posicionamento estabelece um contraponto às lideranças do governo municipal que seguem outra orientação política, evidenciando possíveis diferenças de projeto e de alianças dentro do cenário político chapadinhense.
Por ocupar a vice-prefeitura e ter uma atuação política própria, Levi possui relevância no debate municipal. Isalena, por sua vez, leva esse posicionamento também ao Legislativo, ampliando a repercussão da escolha do casal.
O episódio pode representar mais um sinal de que as articulações para as eleições municipais de 2028 já começam a ganhar forma. Embora o apoio a Lula não determine automaticamente futuras alianças locais, a manifestação pública pode funcionar como uma prévia das disputas políticas que deverão envolver os diferentes grupos de Chapadinha.
A questão que fica é como esse alinhamento se refletirá nas relações entre o vice-prefeito, a vereadora e as principais forças políticas do município nos próximos meses.
Em Chapadinha, a eleição presidencial também movimenta o tabuleiro municipal. E as posições assumidas agora podem ajudar a desenhar os caminhos, as alianças e os possíveis confrontos de 2028.
Tribuna Maranhão — Jornalismo Independente.

