Para os antigos, uma Lua avermelhada no céu nunca era apenas um fenômeno astronômico. Era presságio. Sinal de guerras, pestes, maldições e criaturas escondidas na escuridão.
E, neste ano, o Maranhão terá novamente uma Lua tingida de vermelho.
Entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto, um eclipse lunar parcial poderá ser observado no estado. A Lua passará pela sombra da Terra e ganhará tons avermelhados — uma verdadeira Lua de Sangue aos olhos de quem contempla o céu.
Mas talvez o verdadeiro presságio esteja aqui embaixo.
Enquanto a Lua escurece no céu, o Maranhão continua enfrentando seus próprios monstros.
Um estado rico em recursos naturais, em cultura, em história e, sobretudo, na força de seu povo, mas que há décadas convive com estruturas de poder que parecem se alimentar da esperança dos maranhenses.
Desde 2023, o governo de Carlos Brandão passou a representar, para seus críticos, a continuidade de um modelo político que concentra poder e mantém antigas estruturas de influência no estado.
É como se o Palácio dos Leões tivesse se transformado em um castelo cercado pela escuridão — e os vampiros, em vez de lendas, fossem as velhas estruturas políticas que insistem em sobreviver.
Mas todo castelo tem uma porta.
E toda noite, por mais longa que seja, chega ao fim.
No dia 4 de outubro, os maranhenses irão às urnas para o primeiro turno das eleições gerais de 2026. Será o momento em que cada eleitor poderá decidir, pelo voto, quais caminhos o Maranhão deverá seguir.
A pergunta está lançada:
Quem irá enfrentar os monstros?
Quem terá coragem de abrir as portas do castelo?
Quem conseguirá romper com as velhas estruturas de poder?
E, quando a Lua de Sangue voltar a brilhar sobre o Maranhão, talvez ela não seja um sinal de maldição.
Talvez seja o aviso de que a escuridão está chegando ao fim.
O Maranhão está diante de uma escolha.
E, no dia 4 de outubro, a decisão estará nas mãos do povo.
