A madrugada desta sexta-feira (28) foi marcada por um espetáculo astronômico que chamou a atenção de observadores em diversas partes do Brasil. Entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sexta, ocorreu um eclipse lunar parcial profundo, que também pôde ser acompanhado em diferentes pontos do Baixo Parnaíba maranhense.
Mesmo com a presença de nebulosidade em algumas localidades, moradores e amantes da astronomia conseguiram observar e fotografar a Lua durante diferentes momentos do fenômeno.
No ponto máximo, às 1h13, pelo horário de Brasília, cerca de 96,2% do disco lunar estava dentro da umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra. Por isso, embora tecnicamente parcial, o eclipse apresentou uma aparência muito próxima à de um eclipse lunar total.
🔭 Confira os horários
- 22h24 — início da fase penumbral;
- 23h34 — início da fase parcial;
- 1h13 — momento máximo, com 96,2% da Lua na umbra;
- 2h52 — fim da fase parcial;
- 4h02 — encerramento da fase penumbral.
🌑 Por que a Lua ficou avermelhada?
Durante um eclipse lunar, a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural.
Uma parte da luz solar, porém, atravessa a atmosfera terrestre e é desviada em direção à Lua. Como a atmosfera espalha com maior intensidade os comprimentos de onda azulados, os tons avermelhados conseguem chegar à superfície lunar.
É esse processo que pode deixar a Lua com tons avermelhados, alaranjados ou acobreados, dando origem ao popular termo “Lua de Sangue”.
☁️ Entre nuvens e câmeras
No Baixo Parnaíba, a nebulosidade atrapalhou a observação em alguns momentos. Ainda assim, nos intervalos em que o céu ficou aberto, foi possível acompanhar o avanço da sombra da Terra sobre a Lua e registrar imagens do fenômeno.
O eclipse lunar também teve uma vantagem: pôde ser observado diretamente a olho nu, sem a necessidade de filtros especiais. Binóculos e telescópios poderiam proporcionar ainda mais detalhes da superfície lunar.
Entre nuvens, câmeras e olhares atentos, a madrugada de 28 de agosto de 2026 ficou marcada no céu do Baixo Parnaíba maranhense por um espetáculo que aproximou a astronomia do cotidiano e despertou a curiosidade de quem parou para olhar para o céu.
