Desde o primeiro semestre de 2026, a maioria dos estudantes de algumas escolas estaduais de Brejo enfrenta uma situação preocupante: aulas online devido às reformas nas unidades de ensino, obras que já deveriam ter sido concluídas.
Com investimentos que ultrapassam R$ 6 milhões, o Governo do Estado do Maranhão realiza reformas no IEMA Pleno de Brejo, no Centro Educa Mais Cândido Mendes e no Centro de Ensino Francisco Macatrão. No caso do IEMA, a reforma ocorreu após denúncias e reclamações de estudantes sobre as condições da unidade, incluindo problemas relacionados à estrutura, ao ensino e à alimentação oferecida aos alunos.
As obras tinham previsão de conclusão ainda em meados de agosto. No entanto, o prazo não foi cumprido e, até o momento, os trabalhos seguem sem uma solução definitiva, enquanto milhares de estudantes continuam enfrentando os prejuízos causados pela substituição das aulas presenciais pelo ensino remoto.
Os impactos vão muito além da simples mudança de modalidade. Muitos alunos enfrentam dificuldades de acesso à internet, falta de equipamentos adequados, ambiente doméstico inadequado para os estudos e redução do contato direto com professores. Como consequência, há prejuízos na aprendizagem, dificuldade para acompanhar os conteúdos e aumento das desigualdades entre os estudantes.
A situação se torna ainda mais preocupante para os alunos que se preparam para o ENEM e outros vestibulares. Em um período decisivo para quem pretende ingressar no ensino superior, os estudantes deveriam estar recebendo reforço, incentivo, acompanhamento pedagógico e preparação intensificada. No entanto, muitos seguem prejudicados pela instabilidade das aulas e pela falta de uma rotina presencial adequada.
É necessário reconhecer a importância das reformas. Melhorar a infraestrutura das escolas é fundamental e representa um direito dos estudantes. Entretanto, uma reforma não pode servir de justificativa para que os alunos permaneçam indefinidamente prejudicados. Investimentos de milhões de reais precisam ser acompanhados de planejamento, transparência, fiscalização e, principalmente, respeito aos prazos estabelecidos.
A demora das obras gera indignação porque, enquanto os serviços avançam lentamente, o tempo dos estudantes continua passando. O ano letivo não espera, o ENEM não espera e os vestibulares não esperam. Cada semana de atraso representa conteúdos acumulados, dificuldades de aprendizagem e oportunidades que podem ser comprometidas.
Os estudantes de Brejo precisam de respostas. É necessário que o Governo do Estado, os responsáveis pelas obras e os órgãos de fiscalização apresentem informações claras sobre os atrasos, o andamento dos serviços e, principalmente, uma previsão concreta para o retorno seguro kdas aulas presenciais.
Reformar escolas é investir no futuro. Mas deixar estudantes prejudicados enquanto as obras se arrastam também significa comprometer esse futuro.
Reportagem: Arthur Luis da Redação Tribuna Maranhão.
