Ex-secretário de Saúde e deputado estadual relembra quando o estado zerou mortes maternas na região de Balsas e foi modelo da OPAS
Uma gestante americana viralizou nas redes ao falar, surpresa, sobre o atendimento que recebeu pelo SUS no Brasil. No Instagram, o deputado estadual Carlos Lula (PSB), ex-secretário de Saúde do Maranhão, escreveu sobre o orgulho ao assistir ao depoimento. “Isso não é exceção. Isso é o SUS quando funciona. E eu sei porque ajudei a construir isso no Maranhão”, afirmou.
Entre 2015 e 2022, quando Carlos Lula era gestor na Secretaria de Estado da Saúde, gestantes maranhenses escolhiam a Maternidade Benedito Leite mesmo tendo plano de saúde particular. O modelo de humanização foi replicado para maternidades em Itaqui-Bacanga, Paço do Lumiar, Colinas, Santa Inês, Santa Luzia do Paruá, Timon e Balsas — levando atendimento especializado a mulheres do interior que antes percorriam até 300 km até Imperatriz para partos de risco.
O resultado mais expressivo da gestão Carlos Lula no atendimento materno veio na região de Balsas: os 13 municípios registraram zero morte materna durante um ano inteiro. A OPAS/OMS referenciou o Maranhão como modelo de política pública bem-sucedida em saúde.
Hoje, Carlos Lula denuncia o retrocesso. Gestantes morreram em Balsas, onde antes havia zero morte. Bebês foram perdidos após negligência em Timon. “O desmonte aconteceu silenciosamente, sem manchete, enquanto o governo inaugurava placa e fazia foto”, afirmou o deputado.
Para Carlos Lula, a saída é a mudança na gestão estadual. “Não por mim, pelas gestantes e bebês que não deveriam ter morrido. O SUS pode voltar a ser isso. Mas precisa de quem acredite nele de verdade”, concluiu.

