Pseudo jornalistas que agem irresponsavelmente, inventando fatos, deturpando informações e recebendo dinheiro para mentir e agredir os outros, sofreram um duro golpe.
Dias atrás, blogs e jornais deturparam matéria da revista Piauí e atribuíram ao desembargador federal Ney Bello a prática de vários crimes. Difamaram e injuriaram o magistrado com base em fatos mentirosos. Ele era vítima no processo, não era acusado ou investigado.
Hoje, passados 30 dias, dois deles – Domingos Costa e Lourival Bogéia passam a responder processo criminal por ataques à honra alheia. Poderão ter sérios problemas com a justiça, e muito trabalho pela frente para se defenderem.
A queixa crime denuncia o blogueiro e o dono do jornal por 3 crimes de calúnia, um crime de difamação e um de injúria, com a agravante do uso da internet. Se condenados, as penas somadas poderão chegar a 8 anos de cadeia.
A queixa crime foi assinada por 11 dos maiores penalista do Brasil. Assinam a queixa nada mais nada menos que Kakay, José Eduardo Alckmin, José Eduardo Cardozzo, Nélio Machado, Pierpaolo Bottinni, Antônio Pedro Melchior, Maurício Dieter, André Callegari, Márcio Barandier, Laís Porto e Felipe Carvalho.
E mais… São testemunhas dos crimes cometidos pelos jornalistas, o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, o procurador da república chefe do MPF José Robalinho, e o desembargador federal Pablo Dourado.
O que fez com que o advogado criminal mais famoso do Brasil, um ex-ministro da justiça, o irmão do vice-presidente da república, o presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, o advogado de presos políticos mais famoso do país, três advogados e professores da USP, e o escritório do presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos corressem gratuitamente para processar dois agressores e defender a honra de alguém?
As mentiras e acusações foram tão absurdas, e a credibilidade do ofendido é tão grande no meio jurídico, que faltou espaço para a indignação de tanta gente. A irresponsabilidade de Domingos Costa e Lourival Bogéia devem custar caro. E com testemunha da chefia do MPF, do conselho federal da OAB e do próprio Tribunal, tudo indica que não sairão impune.
Já é tempo dos que agem como pseudo jornalistas terem mais responsabilidade no que dizem, e pararem de receber dinheiro para agredir os outros.
Será que os pagantes ajudarão a resolver os desdobramentos por tamanha irresponsabilidade?
Neste caso cabe ação de indenização por perdas e danos, com bloqueio de bens e de conta bancária.
Vale a pena ter um carro penhorado e o valor doado para um orfanato?
